Documental e Iconográfico

A Fundação Amália Rodrigues guarda, no seu espólio, um património documental de valor incalculável.


Para além dos poemas de Amália e manuscritos imaculados, muitos deles ainda por investigar, este fundo também contém cartas de admiradores que são enormes demonstrações de carinho, recortes de jornais, correspondência institucional e, como prova irrefutável da importância mundial de Amália, diplomas das suas condecorações, e títulos de vária ordem.

Correspondência de Alberto João Jardim (1979)

"Quando Se Gosta D'Alguém"

"Andorinha" (inédito)

Telegrama de Nicolau Breyner

Os manuscritos são, de facto, das maiores preciosidades que a Casa Museu guarda, existindo várias versões de um mesmo poema, e até desenhos de Amália nos manuscritos, tais como flores, uma rapariga... Entre estes manuscritos constam por exemplo os poemas Ó Gente da Minha Terra, Fui Ao Mar Buscar Sardinhas, Morrinha, Quando Se Gosta D´Alguém, entre outros. 

Também é importante todo o conjunto de letras e de partituras que constam na Casa Museu, além de um património audiovisual que César Seabra, marido de Amália, gravara em tempos com a sua máquina de filmar “Super 8”. Estes vídeos são filmagens do quotidiano, de Amália na sua casa do Brejão a regar o quintal, por exemplo, ou até do backstage do filme As Ilhas Encantadas. 

A Fundação guarda ainda um enorme património documental fotográfico, que inclusive (pelo menos, uma parte desse património) nunca terá sido visto pelo grande público, de Amália em diversas situações mais quotidianas, distante dos holofotes do palco, ou das câmaras da imprensa.  


É forçoso mencionarmos, ainda, tudo o que se publicou sobre Amália, livros que também constam nesta reserva documental. Passamos, então, a mencionar esses títulos: 

  • Amália Uma Biografia, obra editada em 1987, da autoria de Vítor Pavão dos Santos, é a única biografia de Amália, e escrita exclusivamente com entrevistas da própria dadas na Casa da R. São Bento. 
  • Versos, edição de 1997, com poemas de Amália alguns dos quais cantou, outros não. Amália foi a poetiza que ela própria mais cantou. 
  • Fotobiografia de Séc. XX - Amália Rodrigues, publicação de 2008, da autoria de Cristina Isabel F.A Vieira e coordenação de Joaquim Vieira, é uma tentativa de fazer a biografia de Amália através de fotografias.
  • Ver Amália – Os Filmes de Amália Rodrigues, de 2009, da autoria de Tiago Batista, é uma obra que aborda os filmes nos quais Amália teve algum papel, a sua importância e a importância de Amália.
  • Amália, Coração Independente, publicação de 2009, editado para Fundação Calouste Gulbenkian, por ocasião da efeméride dos 10 anos sobre a morte de Amália, constitui uma das melhores obras de ensaio sobre Amália, com a opinião de diversos investigadores, incluindo Vítor Pavão dos Santos, Raul Vieira Nery, entre outros. 
  • Amália – a Divina Voz de Portugal, publicação de 2009, da autoria de Rui Martins Ferreira, é uma tese de mestrado em “Estudos de Género” sobre Amália Rodrigues. 
  • Os Meus Trinta Anos Com Amália, publicação de 2009, da autoria de Maria Inês de Almeida Estrela com as memórias de Estrela Carvas, assistente de Amália. 
  • Pensar Amália, edição de 2010, da autoria de Rui Vieira Nery, é um livro com diversos ensaios sobre Amália.
  • Amália Confições de Uma Noite de Primavera, publicação de 2011, da autoria de Luís Machado, é uma entrevista a Amália.
  • A minha primeira Amália, publicação de 2012, da autoria de Maria Rosário Pereira, é um livro infantil com a história de vida de Amália
  • Amália Uma Voz No Mundo, publicação de 2012, da autoria de Jean-Jacques Lafaye, que primeiro terá publicado o livro em francês. 
  • O Fado na Tua Voz, Amália e os Poetas, edição de 2014, da autoria de Vítor Pavão dos Santos é uma reunião de todos os poetas e poemas que Amália cantou. 
  • Amália no Mundo, edição de 2014, da autoria de Ramiro Guiñazú, é uma obra que se trata sobre a discografia de Amália editada em todo o mundo.
  • Para Uma História do Fado, edição de 2014,  da autoria de Rui Vieira Nery, é um livro essencial para estudar a evolução do fado, desde o séc. XIX até Amália. Publicado também em inglês.
  • Amália – A Ressurreição, edição de 2017, da autoria de Fernando Dacosta, é uma colação de algumas histórias sobre Amália. 

Todas as fotografias constantes desta página são da autoria de Luís Silva Campos